A Câmara Municipal de Bauru encerrou, nesta quarta-feira (10), uma das sessões mais longas e conturbadas já registradas na Casa. Somando mais de 26 horas de debates — entre a 45ª Sessão Ordinária, iniciada na segunda e concluída na terça, e a 8ª Sessão Extraordinária, realizada hoje — os vereadores analisaram 62 proposições e aprovaram 25 delas.
O tema que mais gerou tensão foi o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a conceder os serviços de gestão do lixo para a iniciativa privada, o que deve resultar na cobrança de tarifa da população. A proposta passou em segunda discussão, mas a bancada de oposição já anunciou que vai judicializar o processo.
O clima esquentou ao ponto de o vereador Eduardo Borgo (Novo) dar voz de prisão ao presidente da Câmara, Markinho Souza (MDB), acusando-o de abuso de autoridade. A medida ocorreu após nova discordância sobre os encaminhamentos definidos pela Mesa Diretora.
A sessão ordinária que deu origem ao “maratona legislativa” começou na tarde de segunda-feira (8), foi suspensa às 5h40 da madrugada seguinte e só retomada nesta quarta. Entre discussões prolongadas, impasses regimentais, pedidos de prazo e votações apertadas, os parlamentares enfrentaram o que muitos classificaram como um verdadeiro “pacotão legislativo”, marcado por debates intensos e mudanças de posição ao longo da madrugada.