Corregedoria da Emdurb recomenda demissão de presidente e diretores após sindicância
Por Redação SBR
Publicado em 28/01/2026 21:55
Bauru e região
Reprodução: Câmara Municipal de Bauru

A Corregedoria da Emdurb concluiu a sindicância instaurada para apurar irregularidades na venda de materiais considerados inservíveis da empresa e recomendou a demissão da presidente Gislaine Magrini e dos diretores Bruno Primo, responsável pela área administrativo-financeira, e Levi Momesso, diretor de Limpeza Pública.

De acordo com o relatório final, as apurações apontaram falta grave na comercialização de telhas e luminárias sem a realização dos procedimentos administrativos formais exigidos por lei. Os materiais haviam restado após um vendaval que causou danos ao Terminal Rodoviário de Bauru.

Agora, a decisão sobre o futuro dos gestores cabe à prefeita Suéllen Rosim (PSD), que tem a palavra final sobre o acatamento ou não das recomendações feitas pela Corregedoria.

Além disso, o órgão de controle interno também recomendou a abertura de Processo Administrativo contra servidores de carreira: o gerente de Limpeza Wagner Rodrigues e o fiscal de Transporte Luiz Adriano Carvalho, por possíveis responsabilidades no caso.

Em nota, a Prefeitura de Bauru informou que já recebeu o relatório da Corregedoria. Segundo a administração municipal, o documento está em análise e, após avaliação técnica, serão adotadas as providências consideradas cabíveis.

Caso é alvo de CEI na Câmara

O episódio também é investigado pelo Legislativo. Em 15 de dezembro de 2025, a Câmara Municipal aprovou a criação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possível uso indevido e desvio de finalidade dos recursos obtidos com a venda dos materiais descartados pela Emdurb, especialmente aqueles oriundos dos danos provocados por um vendaval ocorrido em 22 de setembro de 2025, no Terminal Rodoviário “Dirço Durval dos Santos”.

A CEI é presidida pelo vereador Marcelo Afonso (PSD), tem como relator Sandro Bussola (MDB) e conta ainda com os parlamentares Julio Cesar (PP), Edson Miguel (Republicanos), Arnaldinho Ribeiro (Avante), Estela Almagro (PT) e Márcio Teixeira (PL).

 

O colegiado terá prazo inicial de 90 dias, prorrogável por mais 30, para concluir os trabalhos. O período de recesso parlamentar não suspende a contagem do prazo, que segue até o retorno das atividades legislativas, previsto para 2 de fevereiro de 2026.

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