Ex-secretária de Igualdade Racial de Jaú diz ter sido vítima de “conluio” dentro da Prefeitura
Por Redação SBR
Publicado em 10/12/2025 17:05
Bauru e região
Reprodução: Redes sociais

A ex-secretária municipal de Igualdade Racial de Jaú, Luciane Adélia de Camargo, afirmou nesta terça-feira (9) que sua exoneração, publicada em 26 de novembro, não ocorreu por “atitudes incompatíveis com o decoro do cargo”, como comunicou a administração à época. Ela sustenta que sua saída teria sido motivada por um “aparente conluio” entre integrantes do alto escalão e servidores comissionados.

Na nota divulgada, Luciane afirma que pretende levar “possíveis denúncias aos órgãos competentes” e relata ter sofrido “diversas intimidações” dentro da Prefeitura com o objetivo de silenciá-la.
“Não me subjugarei a essas atitudes e continuarei a combater a má gestão na Prefeitura de Jahu e a contribuir com a população negra”, declarou. Ela também destacou sua atuação em projetos ligados à população afrodescendente e afirmou que a própria administração reconhece sua relevância ao mencionar que a nova secretária dará continuidade às iniciativas já existentes.

Luciane agradeceu colaboradores e afirmou esperar que as políticas não sejam utilizadas “com viés político”, mas em benefício da população afrodescendente. “Tenho orgulho de ter protagonizado essa Secretaria […] e ter sido primeira Secretaria de Promoção de Igualdade Racial de Jaú”, encerrou.

Na ocasião da exoneração, a Prefeitura alegou que Luciane teve condutas incompatíveis com a função e nomeou Lúcia da Silva como nova titular, ressaltando sua atuação voltada à população negra.

No mesmo dia, um servidor comissionado registrou boletim de ocorrência contra Luciane por suposta ameaça, relatando desentendimentos antigos. Ele afirmou que a ex-secretária teria lançado livros em sua direção e tentado agredi-lo, sendo contida por colegas. O caso foi registrado sem ferimentos.

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