Jovem morre após intervenção da Polícia Militar na zona rural de Guaiçara
Por Redação SBR
Publicado em 03/02/2026 19:51
Bauru e região
Reprodução: Agência Brasil - EBC

Uma jovem de 20 anos morreu na madrugada desta segunda-feira (2) após uma intervenção da Polícia Militar em um imóvel localizado na avenida Paulo Xavier Ribeiro, na zona rural de Guaiçara, município a cerca de 110 quilômetros de Bauru. O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial.

 

De acordo com informações do boletim de ocorrência, a PM foi acionada após denúncias de uma situação de violência envolvendo ameaça com arma branca. Antes da intervenção, a jovem havia comparecido à Central de Polícia Judiciária de Lins, onde registrou que teria sido ferida no ombro durante um desentendimento anterior.

 

Ainda conforme o registro policial, após formalizar a ocorrência, ela se dirigiu à residência de outra mulher portando uma faca e passou a fazer ameaças. O acionamento da Polícia Militar partiu do ex-companheiro da jovem.

 

No local, os policiais entraram no primeiro pavimento do imóvel e ouviram pedidos de socorro vindos da varanda, onde se encontrava a proprietária da casa. No interior da residência, a jovem foi vista em estado de grande agitação, segurando uma faca de grandes proporções e fazendo ameaças constantes.

 

Segundo o histórico da ocorrência, houve tentativa de diálogo por cerca de seis minutos para que a arma fosse abandonada, sem sucesso. Durante a ação, um dos vidros da varanda foi quebrado, aumentando o risco à integridade da moradora e dos policiais.

 

O boletim relata que, diante do avanço da jovem em direção a um policial e à mulher ameaçada, foi utilizado um dispositivo de incapacitação elétrica, que não teve efeito. Na sequência, um policial efetuou um disparo de arma de fogo, cessando a agressão.

 

O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou o óbito no local. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica. A arma utilizada pelo policial foi apreendida e os envolvidos prestaram depoimento.

 

Em despacho inicial, a autoridade policial apontou indícios de legítima defesa, considerando a tentativa de contenção verbal e o uso prévio de meio menos letal. Por esse motivo, não houve prisão em flagrante dos policiais. As investigações seguem em andamento, com novas perícias, oitivas e acompanhamento do Ministério Público.

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